Cadê.
O que fizeram com meu vazio, que carregava a tantos anos.
Meu deus!!!
Taparam-me o buraco de desgosto.
Arrancaram me a mascara de mentira. Me trouxeram de volta a mim.
Onde está o rancor instalado, as dúvidas da vida.
Preciso me familiarizar com esse sabor doce.
Com a vida rica, e com o fato de ser feliz.
O que?
Feliz, sim feliz. Incrível esse sentimento novo. Alimentado por mãos amadas e amantes.
Onde foi o descaso, a desesperança, o anseio da morte a insatisfação como redoma.
Roubaram-me o direito de reclamar, de maldizer. Tomaram-me o balde de cinza e me encheram de cor.
Doce, doce, doce. Vida bela e vida doce.
Como os sabores se multiplicam em dois em três. E as bocas se fartam com o sabor melado do amar.
Ah! O que tenho a dizer sobre isso, não sei.
Os olhos escurecidos ainda, não se familiarizaram com a luz. O som encantador ainda não é reconhecido pelo ouvido moco causado pelo costume do silencio do enclausuramento.
Agora o mundo se abre. As nuvens se vão, e atacado por um sorriso insistente que força o lábio para as extremidades...
Bobo... O pierrot, já não se acha digno da lágrima.
Que o picadeiro seja colorido e tenha lugares, espaços, assentos para todos.
Sejam bem vindos, bem vindas ao show. Onde o público não aplaude mas o artista está Feliz.
Ney Dias
Q lindo...feliz
ResponderExcluirÉ isso aí!!!... talento em todas as circunstâncias...merece aplausos!
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