Ele sorriu!
Ele sorriu!
Ele sorriu!
Ele sorriu!
Ele sorriu!
Gritos afirmaram...
O morto sorriu!
O morto sorriu! O morto sorriu!
Poucos viram, mas os poucos que viram afirmam de uma maneira absurda.
O cheiro de flores, velas e lágrimas nada daquilo combinava com ele.
Mas era de costume, a família todos fizeram o clichê.
Era estranho vê-lo naquela caixa de madeira, o ar de tristeza pairava.
Muitos estavam ali.
Eram tantos...
É claro que não deixariam de ir, era a despedida.
Onde tudo de ruim se vai, e o bom se valoriza.
E todas e todos estavam ali. Era uma confraternização, onde a dor é força que une.
E ele sorriu!!!
Ney Dias
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