domingo, 9 de março de 2014

Só ele sorriu.

Ele sorriu!
Ele sorriu!
Ele sorriu!
Ele sorriu!
Ele sorriu!

Gritos afirmaram...

O morto sorriu!
O morto sorriu! O morto sorriu!

Poucos viram, mas os poucos que viram afirmam de uma maneira absurda.
O cheiro de flores, velas e lágrimas nada daquilo combinava com ele.
Mas era de costume, a família todos fizeram o clichê.

Era estranho vê-lo naquela caixa de madeira, o ar de tristeza pairava.
Muitos estavam ali.
Eram tantos...
É claro que não deixariam de ir, era a despedida.
Onde tudo de ruim se vai, e o bom se valoriza.
E todas e todos estavam ali. Era uma confraternização, onde a dor é força que une.

E ele sorriu!!!

Ney Dias

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