sábado, 8 de março de 2014

Matemática

Inexata, errante, e dissimulada.
Meus números não batem, minhas somas são outras.
Meu resultado é sempre maior que dois na operação do amor.

Me divido em partes iguais ou não.
Multiplico o pensar em números irracionais e pensamentos ainda mais.
Não há equação que descubra minha incógnita de ser e sentir.

Operações falhas, e errantes que trazem intensidade em não saber o que o problema pede.
És parte da coisa mais fantástica. Parte apenas de mim, que não impede de ter parte em outras operações menos ou mais importantes.

Exercício, exercite, a arte de multiplicar o que se pode dar a um, infinitamente dividir.
Divida-me e somará.

Ney Dias

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