segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

invisibilidade...

Por que realizou?
És gênio do mal.
Deus do incerto...
Infame sonho infantil cheio de erros.
Por que realizou?
Invisível agora!
Como sempre quis...
Não me veem!
Meu grito de socorro assusta...
Correm de mim.
Me tornei assombração.
Por que realizou?
Sonho fútil infantil.
Não pensei na consequência...
Devolve-me a face...
Os pedaços que eram meus.
Para que me vejam!
Seu deus feio.
Sabia que não daria certo...
Agora invisível, como faço pra ser algo em meio todos...
Devolve-me a carne, pra que eu apareça junto ao mundo novo aparecido.
Invisível...
Nunca pensei que não seria ouvido, sentido, amado...
Invisível sou pra todos.
Mas queria poder me ver!

Escuro daqui... frio daqui...

Muitos motivos.
Poucas realizações...
Muitas dúvidas.
Poucas soluções...

O que me faz crer?
Se nem crer nunca soube!
O que me faz querer?

O que me faz permanecer?

Luto pelo igual, e diferente sempre me senti, agora visto a farda errada.
Estas cores não são minhas.

Não, não são!
Sou reserva de uma seleção de fora.

Não, não são!
Peão de tabuleiro de um rei que não me curvo.

E apenas um peão.

Nada demais...
Tão importante quão a própria importância dada...
E nada mais...