Maldita poesia que me trouxe a vida novamente.
Nossa!
Estava tão decidido.
eu sabia que iria morrer.
Não tinha mais por que seguir em frente.
Não gostava da vida que levava.
Não gostava de deus que a me deu.
Nem vontade de tentar novamente.
Mas ela nem percebeu!
Ou fingiu não perceber...
Achava o amor uma palhaçada...
Algo...
Inútil.
Maldita poesia devia ter me deixado morrer.
Eu estava tão certo de que aquilo não valia mais a pena.
Aí um maldito poeta me vem...
E fala que a alma não é pequena.
E eu achei que deveria começar a escrever.
E mostrar pro mundo que não gostava de viver.
Isso nunca mais parou!
O inferno começou.
Uma sequencia de palavras gritantes
Incessantes.
e gritam, gritam gritam...
Gemem...
Elas não param de sair...
Minha mente segue rumo ao desespero
trechos prontos plantados como pistas
no meu caminho.
Ervas que servem de tempero
Pra esse prato que me alimenta e nem sei pra que!
Não sei pra que alimentar.
Moribundo que não sabe amar...
Tem que mais é padecer da dor.
E morrer.
Mas ela insistiu...
Insistiu e insistiu.
E com elas, as poesias, fui cuspindo cada podre que havia.
E cada lasca do tampão que minha vista cobria...
Caiu pelo chão.
E com o olhar novo, renovado pela maldita que não me deixou.
Olhei de novo, o mundo novo, e um amor tão maldito.
Quanto a poesia insistente
Começou latente forçar abrida, e mesmo que não compreendida.
Fez-se bandida e roubou seu lugar no moribundo.
E agora me pergunto...
Será ela poesia ou poetiza?
Por que as palavras que grito,
Não são minhas e não são mortas e nem o acaso que as criou.
Foram seus passos indo e vindo que eu ouvia.
Quando ia, doía.
Quando vinha...
Alegria.
E só anotando as notas do som do seu caminhar.
Fui escrevendo o poetizar da vida, minha vida.
Que já não moribunda era tanto.
Porque lançou seu encanto, de longe sem nem perceber.
Que com seus devaneios, suas birras e brigas.
Plantou o amor no coração vagabundo e depois saiu pelo mundo.
Deixando um buraco no poeta que foi criado.
Pelo amor malacabado.
E arranjado... pelo destino...
Então sempre foi você, descobri agora no escrever.
Que plantava as pistas.
Que ia deixando as mudas de poesias largadas por ai.
E eu colhendo, cuidando e amando.
Quando vi!
Renasci,
Safada.
Me manteve vivo pra que minha vida fosse sua.
Usando a poesia de isca...
Por isso nunca falei da lua.
Da florzinha do jardim.
Falava o tempo todo de mim,
Da procura pela sua felicidade trazendo pra nós a realidade
Dura, crua e necessária.
Por que sempre foi real.
Sempre existiu...
Só precisava acreditar que eu mesmo torto podia te amar.
e quando não desistiu
deixando as migalhas de pão no caminho.
Hora dor, hora amor... Hora pancada, hora carinho...
fez com que um quase morto,
Respirar fundo e cair também pelo mundo
atras da inspiração
que alimentou um coração tristonho e sem vida
e agora buscara guarida
longe, muito longe mas bem perto de quem o salvou.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Acho que nem quero mais fazer.
Hoje me deitei com a vontade de inventar um novo palavão.
Escrevê-lo...
Sei lá...
Nada a ver com os chulos que conheço.
Acho que perderam a essência.
Seu reúso foi sua morte.
Acho simplório demais xingar com os que tem...
Palavrõesinhos batidos e mornos.
Nem o que fere o ouvido mais vulgar,
se aproxima da minha vontade de xingar.
Ah! As palavras já inventadas não expressam nada.
Escrevê-lo...
Sei lá...
Nada a ver com os chulos que conheço.
Acho que perderam a essência.
Seu reúso foi sua morte.
Acho simplório demais xingar com os que tem...
Palavrõesinhos batidos e mornos.
Nem o que fere o ouvido mais vulgar,
se aproxima da minha vontade de xingar.
Ah! As palavras já inventadas não expressam nada.
Então tenho que eu...
Só eu...
Sentar aqui e tentar juntar varias;
e num amontoado delas por pra fora o que nem mesmo sei nomear.
Ai fico assim...
Perdido em meio letras, acentos e pontuação.
Só eu...
Sentar aqui e tentar juntar varias;
e num amontoado delas por pra fora o que nem mesmo sei nomear.
Ai fico assim...
Perdido em meio letras, acentos e pontuação.
Se eu soubesse mais. Escrevesse mais.
Tivesse o talento dos grandes...
Se, tanto se...
Se escrevesse...
Se tivesse...
Se soubesse...
E nada do meu palavrão nascer.
Acho que nem quero mais fazer.
Vou usar esse monte que veio e me conformar com a limitação da língua escrita.
Que nunca vai expressar com exatidão
O que se passa na minha escuridão enquanto minha alma grita.
Ney Dias
Tivesse o talento dos grandes...
Se, tanto se...
Se escrevesse...
Se tivesse...
Se soubesse...
E nada do meu palavrão nascer.
Acho que nem quero mais fazer.
Vou usar esse monte que veio e me conformar com a limitação da língua escrita.
Que nunca vai expressar com exatidão
O que se passa na minha escuridão enquanto minha alma grita.
Ney Dias
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
E quando sonhei, Nos vi assim, assim...
E quando sonhei,
Nos vi assim, assim...
Com o tempo te senti sair de mim.
A morte de algo que não mata, mas aleja.
O caminho foi trilhado para o fim.
Quanto a você.
Linda, caminhou, seus pés e joelhos ralados,
olhos inchados, coração por vezes amargurado
mostra a mim, que caminhou, sim caminhou vezes ao lado
vezes a frente,
vezes eu,
parado,
mas você, sim caminhou sim.
e agora os caminhos seguiram diferentes direções
linhas aparentemente próximas, mas com diferentes direções.
Ah!
E quando sonhei,
Nos vi assim, assim...
Ver seu sorrir, seu brilhar, seu sonhar.
Mesmo que seja só vê-la, no esperar.
Esperar que sorria, que brilhe, e que sonhe.
Vou aqui, no meu caminho, no andar.
E as vezes paro, respiro e sem poder te contar....
Que estou cansado, e ao olhar ao lado...
você não está mas lá.
Ainda caminha?
Acredito que sim...
Não fazia o tipo de quem iria parar,
mas agora atrás do sonho certo.
E eu? O que posso fazer a não ser, te desejar...
Que sinta como nunca, seu sonho se realizar
E se eu não pensar assim por um segundo, me direi...
Garoto, não sabe amar!
Nem sequer aprendeu gostar...
E com isso vou lembrar
Que amo sim.
E que aprendi quando sonhei...
E nos vi assim, assim...
que eu feliz, sem te ver sorrir, não queria nem sonhar.
Nos vi assim, assim...
Com o tempo te senti sair de mim.
A morte de algo que não mata, mas aleja.
O caminho foi trilhado para o fim.
Quanto a você.
Linda, caminhou, seus pés e joelhos ralados,
olhos inchados, coração por vezes amargurado
mostra a mim, que caminhou, sim caminhou vezes ao lado
vezes a frente,
vezes eu,
parado,
mas você, sim caminhou sim.
e agora os caminhos seguiram diferentes direções
linhas aparentemente próximas, mas com diferentes direções.
Ah!
E quando sonhei,
Nos vi assim, assim...
Ver seu sorrir, seu brilhar, seu sonhar.
Mesmo que seja só vê-la, no esperar.
Esperar que sorria, que brilhe, e que sonhe.
Vou aqui, no meu caminho, no andar.
E as vezes paro, respiro e sem poder te contar....
Que estou cansado, e ao olhar ao lado...
você não está mas lá.
Ainda caminha?
Acredito que sim...
Não fazia o tipo de quem iria parar,
mas agora atrás do sonho certo.
E eu? O que posso fazer a não ser, te desejar...
Que sinta como nunca, seu sonho se realizar
E se eu não pensar assim por um segundo, me direi...
Garoto, não sabe amar!
Nem sequer aprendeu gostar...
E com isso vou lembrar
Que amo sim.
E que aprendi quando sonhei...
E nos vi assim, assim...
que eu feliz, sem te ver sorrir, não queria nem sonhar.
sábado, 13 de setembro de 2014
vadia, vadia...
O mundo me chama
Grita meu nome
Não da sossego
Manhã
Tarde
Noite
O mundo me chama
Tem voz de mulher
o maldito
E fala, fala, fala sem cessar
Me da motivos
Manipula
transforma minha vida enraizada em ruim
Já não sei o gênero de mundo
Se lhe chamo de o mundo ou a munda
o mundo pra mim tem quadril
seios e curvas lindas
é mimado e gentil
vadia quando quer
mundo vadia
corre de mim e grita de longe
e meus ouvidos embebidos de amor
quer busca-lo
Mundo vadia
grita com voz feminina
Se insinua
Morro bobo, besta...
Mas lhe ouço, lhe busco
E vou!
Ney Dias
Grita meu nome
Não da sossego
Manhã
Tarde
Noite
O mundo me chama
Tem voz de mulher
o maldito
E fala, fala, fala sem cessar
Me da motivos
Manipula
transforma minha vida enraizada em ruim
Já não sei o gênero de mundo
Se lhe chamo de o mundo ou a munda
o mundo pra mim tem quadril
seios e curvas lindas
é mimado e gentil
vadia quando quer
mundo vadia
corre de mim e grita de longe
e meus ouvidos embebidos de amor
quer busca-lo
Mundo vadia
grita com voz feminina
Se insinua
Morro bobo, besta...
Mas lhe ouço, lhe busco
E vou!
Ney Dias
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
... entre árvores, frutos e nuvens
Paz? Vim te procurar.
Já tanto andei... Tantos quilômetros... Por que ainda não a vejo?
Hoje eu acordei meio sem acordar.
Olhos embaçados, tá difícil te enxergar.
E logo pensei, Ah... em algum lugar teve ter ido!
e deixado aqui comigo só sua ausência em meu lar.
E grito: Paz, volta pra me ninar! Volta pra me ensinar!
No relento que me encontro, o máximo que faço é me constipar.
...mas ela não vem, parece não me querer bem!
será que o grito não foi ouvido?
Ou o lugar pra onde tiveras partido, o som da minha voz não a de chegar?
E entre árvores, frutos e nuvens Eu insisto em procurar.
Como gato mau criado, onde foi que se meteu?
Fez jura de não me deixar, mas das minhas mãos veio a escapar.
E então uma voz... abafada, e cansada tentou se comunicar!
- Com carinho te digo agora... nunca pensei em te deixar, mas com a bagunça que tu fazes aqui dentro. Fica difícil escapar!
Ah... Graças a Jha, enfim tão amada
Perdoe-me a bagunça, mas o susto que me causou...
Quase estampo no jornal: Procura-se a tal.
Para quê tanto escândalo? Sei que aqui agora estou, vim te alimentar.
Vamos que a faxina será longa. Pegue essa balde de coragem, passe um pouco de luz depois que tirar a poeira.
Vou ficar aqui na varanda, me chame quando o coração estiver em ordem!
E aprenda uma coisa. Estarei sempre contigo, e quando não me sentir... caro amigo. Não fujas. Por que em ti é meu abrigo. E mesmo que corra todo o mundo. Com o espírito imundo, não poderei te ninar.
Ney Dias / Alice Sant'ana
Já tanto andei... Tantos quilômetros... Por que ainda não a vejo?
Hoje eu acordei meio sem acordar.
Olhos embaçados, tá difícil te enxergar.
E logo pensei, Ah... em algum lugar teve ter ido!
e deixado aqui comigo só sua ausência em meu lar.
E grito: Paz, volta pra me ninar! Volta pra me ensinar!
No relento que me encontro, o máximo que faço é me constipar.
...mas ela não vem, parece não me querer bem!
será que o grito não foi ouvido?
Ou o lugar pra onde tiveras partido, o som da minha voz não a de chegar?
E entre árvores, frutos e nuvens Eu insisto em procurar.
Como gato mau criado, onde foi que se meteu?
Fez jura de não me deixar, mas das minhas mãos veio a escapar.
E então uma voz... abafada, e cansada tentou se comunicar!
- Com carinho te digo agora... nunca pensei em te deixar, mas com a bagunça que tu fazes aqui dentro. Fica difícil escapar!
Ah... Graças a Jha, enfim tão amada
Perdoe-me a bagunça, mas o susto que me causou...
Quase estampo no jornal: Procura-se a tal.
Para quê tanto escândalo? Sei que aqui agora estou, vim te alimentar.
Vamos que a faxina será longa. Pegue essa balde de coragem, passe um pouco de luz depois que tirar a poeira.
Vou ficar aqui na varanda, me chame quando o coração estiver em ordem!
E aprenda uma coisa. Estarei sempre contigo, e quando não me sentir... caro amigo. Não fujas. Por que em ti é meu abrigo. E mesmo que corra todo o mundo. Com o espírito imundo, não poderei te ninar.
Ney Dias / Alice Sant'ana
L. Farias
E com toda madrugada
Meu olhar se ia
Sozinho ver o pôr do sol
Tudo doía
Você não falava nada
Não fazia nada
Por isso me agredia
Me amava
E no outro dia
Me deixava
Da minha cara
Sempre ria
Desgraçada
Não tem graça minha agonia
Eu me afastava
Mas tu chamava
E eu sempre ia
Obedecia
Fazia tudo que queria
Me pisava
E calçava
Era assim todo santo dia
Com minha cama eu deitava
E meu amor se moía
Tudo que de mim tratava
Ao seu ego pertencia
Agora nada quero
Como antes queria
Lágrimas descem e inundam
Me desespero
Lágrimas nuas no chão
No travesseiro e na pia
Nem tenho mais coração
Tirana,vadia
Quis te tirar de mim
Quase tirei a poesia
Meu olhar se ia
Sozinho ver o pôr do sol
Tudo doía
Você não falava nada
Não fazia nada
Por isso me agredia
Me amava
E no outro dia
Me deixava
Da minha cara
Sempre ria
Desgraçada
Não tem graça minha agonia
Eu me afastava
Mas tu chamava
E eu sempre ia
Obedecia
Fazia tudo que queria
Me pisava
E calçava
Era assim todo santo dia
Com minha cama eu deitava
E meu amor se moía
Tudo que de mim tratava
Ao seu ego pertencia
Agora nada quero
Como antes queria
Lágrimas descem e inundam
Me desespero
Lágrimas nuas no chão
No travesseiro e na pia
Nem tenho mais coração
Tirana,vadia
Quis te tirar de mim
Quase tirei a poesia
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Poema de cotidiano
quero
que você vá pra puta que pariu...
quero que saiba que te amo...
quero seu abraço...
quero te odiar...
e quero passar só algumas vidas com você...
odeio não conseguir te odiar... odeio não poder ter seu abraço agora...
só não odeio mais tudo isso, porque odeio muito imaginar que passe pela sua cabeça q eu não me importo.
Dan de Sá
quero que saiba que te amo...
quero seu abraço...
quero te odiar...
e quero passar só algumas vidas com você...
odeio não conseguir te odiar... odeio não poder ter seu abraço agora...
só não odeio mais tudo isso, porque odeio muito imaginar que passe pela sua cabeça q eu não me importo.
Dan de Sá
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