terça-feira, 30 de setembro de 2014

Achava o amor uma palhaçada... Algo... ( Viagem )

Maldita poesia que me trouxe a vida novamente.
Nossa!
Estava tão decidido.
eu sabia que iria morrer.

Não tinha mais por que seguir em frente.
Não gostava da vida que levava.
Não gostava de deus que a me deu.
Nem vontade de tentar novamente.
Mas ela nem percebeu!
Ou fingiu não perceber...

Achava o amor uma palhaçada...
Algo...

Inútil.

Maldita poesia devia ter me deixado morrer.
Eu estava tão certo de que aquilo não valia mais a pena.
Aí um maldito poeta me vem...
E fala que a alma não é pequena.

E eu achei que deveria começar a escrever.
E mostrar pro mundo que não gostava de viver.

Isso nunca mais parou!

O inferno começou.

Uma sequencia de palavras gritantes
Incessantes.
e gritam, gritam gritam...
Gemem...

Elas não param de sair...
Minha mente segue rumo ao desespero
trechos prontos plantados como pistas
no meu caminho.
Ervas que servem de tempero
Pra esse prato que me alimenta e nem sei pra que!

Não sei pra que alimentar.
Moribundo que não sabe amar...
Tem que mais é padecer da dor.
E morrer.

Mas ela insistiu...
Insistiu e insistiu.

E com elas, as poesias, fui cuspindo cada podre que havia.
E cada lasca do tampão que minha vista cobria...
Caiu pelo chão.

E com o olhar novo, renovado pela maldita que não me deixou.
Olhei de novo, o mundo novo, e um amor tão maldito.
Quanto a poesia insistente
Começou latente forçar abrida, e mesmo que não compreendida.
Fez-se bandida e roubou seu lugar no moribundo.

E agora me pergunto...
Será ela poesia ou poetiza?
Por que as palavras que grito,
Não são minhas e não são mortas e nem o acaso que as criou.

Foram seus passos indo e vindo que eu ouvia.
Quando ia, doía.
Quando vinha...
Alegria.

E só anotando as notas do som do seu caminhar.
Fui escrevendo o poetizar da vida, minha vida.
Que já não moribunda era tanto.

Porque lançou seu encanto, de longe sem nem perceber.
Que com seus devaneios, suas birras e brigas.
Plantou o amor no coração vagabundo e depois saiu pelo mundo.
Deixando um buraco no poeta que foi criado.
Pelo amor malacabado.
E arranjado... pelo destino...

Então sempre foi você, descobri agora no escrever.
Que plantava as pistas.
Que ia deixando as mudas de poesias largadas por ai.
E eu colhendo, cuidando e amando.

Quando vi!
Renasci,
Safada.
Me manteve vivo pra que minha vida fosse sua.
Usando a poesia de isca...
Por isso nunca falei da lua.
Da florzinha do jardim.
Falava o tempo todo de mim,
Da procura pela sua felicidade trazendo pra nós a realidade
Dura, crua e necessária.

Por que sempre foi real.
Sempre existiu...
Só precisava acreditar que eu mesmo torto podia te amar.

e quando não desistiu
deixando as migalhas de pão no caminho.
Hora dor, hora amor... Hora pancada, hora carinho...
fez com que um quase morto,
Respirar fundo e cair também pelo mundo
atras da inspiração
que alimentou um coração tristonho e sem vida
e agora buscara guarida
longe, muito longe mas bem perto de quem o salvou.






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