terça-feira, 30 de setembro de 2014

Acho que nem quero mais fazer.

Hoje me deitei com a vontade de inventar um novo palavão.
Escrevê-lo...

Sei lá...

Nada a ver com os chulos que conheço.
Acho que perderam a essência.

Seu reúso foi sua morte.
Acho simplório demais xingar com os que tem...
Palavrõesinhos batidos e mornos.

Nem o que fere o ouvido mais vulgar,
se aproxima da minha vontade de xingar.

Ah! As palavras já inventadas não expressam nada.
Então tenho que eu...
Só eu...
Sentar aqui e tentar juntar varias;
e num amontoado delas por pra fora o que nem mesmo sei nomear.

Ai fico assim...
Perdido em meio letras, acentos e pontuação.
Se eu soubesse mais. Escrevesse mais.
Tivesse o talento dos grandes...

Se, tanto se...
Se escrevesse...
Se tivesse...
Se soubesse...

E nada do meu palavrão nascer.
Acho que nem quero mais fazer.
Vou usar esse monte que veio e me conformar com a limitação da língua escrita.
Que nunca vai expressar com exatidão
O que se passa na minha escuridão enquanto minha alma grita.

Ney Dias

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