Me perdi entre os meus.
A solidão me assombra mesmo sem porquês!
Não me sinto igual, e tão pouco, com uma diferença interessante.
O que me difere me custa a alegria de me igualar ao grupo,
e me identificar no outro.
Me sinto só.
O clichê da solidão entre tantos também me assombra.
Não existem justificáveis que me livre da culpa.
Culpa essa que carrego por estar sem minha companhia.
Me perdi de mim.
E talvez não me encontre mais.
Quando resolvi soltar o controle achei que assistir o passar da paisagem me alimentaria a alma.
Mas dói olhar o que não se quer ver.
Dói não se ver nas imagens impostas.
Me sinto colonizado.
Alterado.
Modificado.
Reprovado e reprogramado.
Afim de ser aceito.
Adeus ao homem que viveu em mim.
E por favor novo inquilino.
Pague apenas o aluguel.
E não me dê bom dia.
Ney Dias... talvez.