Realmente não tenho nada pra passar.
As palavras aqui escritas...
São tão mortas quanto as ditas.
Simplesmente me dispus a matar o tempo.
A ânsia de dizer que agora não sei nem quem sou.
Ou o que defendo.
A cada carta colocada.
Um sopro derruba meu pequeno castelo.
Tão moço. Morre jovem sempre que se ergue.
Mas como culpar o vento por ventar.
O sopro por soprar.
Abri a janela com minhas mãos.
As mesmas mãos que seguraram com destreza cada carta.
Com o cuidado e o carinho afetuoso.
De quem cria e quer ver vingar.
Crescer forte, bonito e vistoso.
Mas ainda menino. Fraco e melindroso.
Não suporta nem mesmo a brisa que entra constante.
Pergunta-me por que não fecho a janela.
Pergunto-lhe como.
Se é dela o ar que entra e só com ele passeando entre os espaços
do castelinho moço vejo sentido no colocar atencioso de cada partinha.
Não, não há sentido eu sei.
Isso já avisei no instante que sentei.
Pra escrever sem me explicar.
Se é pro vento que faço o castelo.
E se o castelo não suporta o ventar.
Devo estar louco, oferecendo morada a quem não quer morar.
Ney Dias.
Se é pro vento que faço o castelo.
E se o castelo não suporta o ventar.
Devo estar louco, oferecendo morada a quem não quer morar.
Ney Dias.
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