Paz? Vim te procurar.
Já tanto andei...
Tantos quilômetros...
Por que ainda não a vejo?
Hoje eu acordei meio sem acordar.
Olhos embaçados, tá difícil te enxergar.
E logo pensei, Ah...
em algum lugar teve ter ido!
e deixado aqui comigo
só sua ausência em meu lar.
E grito: Paz, volta pra me ninar!
Volta pra me ensinar!
No relento que me encontro, o máximo que faço é me constipar.
...mas ela não vem, parece não me querer bem!
será que o grito não foi ouvido?
Ou o lugar pra onde tiveras partido,
o som da minha voz não a de chegar?
E entre árvores, frutos e nuvens
Eu insisto em procurar.
Como gato mau criado, onde foi que se meteu?
Fez jura de não me deixar, mas das minhas mãos veio a escapar.
E então uma voz...
abafada, e cansada tentou se comunicar!
- Com carinho te digo agora... nunca pensei em te deixar, mas com a bagunça que tu fazes aqui dentro.
Fica difícil escapar!
Ah... Graças a Jha, enfim tão amada
Perdoe-me a bagunça, mas o susto que me causou...
Quase estampo no jornal: Procura-se a tal.
Para quê tanto escândalo?
Sei que aqui agora estou, vim te alimentar.
Vamos que a faxina será longa.
Pegue essa balde de coragem, passe um pouco de luz depois que tirar a poeira.
Vou ficar aqui na varanda, me chame quando o coração estiver em ordem!
E aprenda uma coisa.
Estarei sempre contigo,
e quando não me sentir... caro amigo.
Não fujas.
Por que em ti é meu abrigo.
E mesmo que corra todo o mundo.
Com o espírito imundo, não poderei te ninar.
Ney Dias / Alice Sant'ana
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