quinta-feira, 4 de setembro de 2014

... entre árvores, frutos e nuvens

Paz? Vim te procurar.

Já tanto andei... Tantos quilômetros... Por que ainda não a vejo?

Hoje eu acordei meio sem acordar.
Olhos embaçados, tá difícil te enxergar.

E logo pensei, Ah... em algum lugar teve ter ido!
e deixado aqui comigo só sua ausência em meu lar.

E grito: Paz, volta pra me ninar! Volta pra me ensinar!
No relento que me encontro, o máximo que faço é me constipar.

...mas ela não vem, parece não me querer bem!
será que o grito não foi ouvido?
Ou o lugar pra onde tiveras partido, o som da minha voz não a de chegar?

E entre árvores, frutos e nuvens Eu insisto em procurar.

Como gato mau criado, onde foi que se meteu?
Fez jura de não me deixar, mas das minhas mãos veio a escapar.

E então uma voz... abafada, e cansada tentou se comunicar!
- Com carinho te digo agora... nunca pensei em te deixar, mas com a bagunça que tu fazes aqui dentro. Fica difícil escapar!

 Ah... Graças a Jha, enfim tão amada
 Perdoe-me a bagunça, mas o susto que me causou...
 Quase estampo no jornal: Procura-se a tal.

 Para quê tanto escândalo? Sei que aqui agora estou, vim te alimentar.
 Vamos que a faxina será longa. Pegue essa balde de coragem, passe um pouco de luz depois que tirar a poeira.
 Vou ficar aqui na varanda, me chame quando o coração estiver em ordem!
 E aprenda uma coisa. Estarei sempre contigo, e quando não me sentir... caro amigo. Não fujas. Por que em ti é meu abrigo. E mesmo que corra todo o mundo. Com o espírito imundo, não poderei te ninar.

Ney Dias / Alice Sant'ana

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