Dentro de uma cela de certos e errados, com grossas grades construídas de ideias formadas.
Abro mão de ser alguém que sonhei pra ser alguém que sonharam.
Visto um pesado uniforme de bom homem. Tecido e alinhado por conceitos externos.
Que lindo está agora...
Com seu novo traje elegante, desfila entre hipócritas felizes como mais um condicionado.
Ainda falta muito, mas agora está no caminho certo...
Ouve tais palavras, e as absorve, com um sorriso que combina com sua nova vestimenta.
Mas pensa, hipócritas, ditadores...
Mas o sorriso não lhe sai do rosto, dando o que todos querem... Obediência. Segue...
Segue passa a passos largos pela estrada de tijolos amarelos, aplaudido, levado, apoiado.
Sua cabeça erguida pesa. Pesa mais que antes quando estava baixa, era cabisbaixo, porém caminhava pela sua estrada, mesmo sem tijolos, ou qualquer tipo de pavimento, era sua, sua linha, seu caminho.
Em busca do mágico que sabe não ter verdade alguma a lhe oferecer.
De onde vem tal crença, essa que agora era dele. Era? Se perguntava...
Todos os dias se perguntava.
Todos os dias se perguntava.
Mas, já via a sua sola do pé amarela, seus corpo amarelo, seu sorriso amarelo...
Mas combinava com seu traje.
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