Me embriago do ver, do ouvir e do pensar.
O outro me enlouquece com seu errar, traz me a visão do "erro".
Como posso eu saber de seu "erro"?
Quero os motivos, os motivadores, motores de pulsão do errar, do agir sem pensar, pensando apenas no agir.
Mecanismo intenso de pulsão, que move ao abismo do certo e errado.
Segura minha mão, vamos juntos em queda livre, encontrar o solo duro da consequência.
Seu "erro" te faz sorrir? Aquele sorriso que arde os olhos de quem vê. Vê com o desprezo do julgamento.
Juiz algoz.
Não! Abro mão do cargo, abro mão dos doutorados de defensor ou acusador.
Quero só o sorriso de quem erra, a ternura do não reconhecimento, a beleza da mentira.
O marejar dos olhos humanos que dizem muito, sem envolver a boca...
Ela amarrada pelo orgulho. Cala-se.
Cala-te mesmo e deixa o errar nascer, crescer e trazer o que tem que trazer.
Vogo pelo direito de errar, de causar dor, de causar ódio, de ser responsável por lagrimas.
E lhe transfiro de bom grado tal direito. Me ataque com seu erro, que me defendo com o amor.
Ney Dias
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