Sinto o doping dos remédios. Analgésicos que tiram a dor física da ferida aberta por um bisturi metálico, afiado e frio.
Mas seu poder de alívio não ajuda nos cortes feitos pelas palavras ditas.
Sua mágica não tem alcance ao poderoso veneno do dizer.
E agora tudo muda, não há mais a possibilidade de aguentar algumas coisas, ou não há mais a possibilidade de acreditar em algumas coisas.
O encanto acabou, as máscaras cederam, o sonho foi assassinado pelo injusto mentir interno.
Suas migalhas já não alimentam o ser.
Tramal, tá mal... normal...
Até acreditei na alegria. Mas o orgulho é mais forte, a disputa é muito mais forte. São forças esmagadoras de competição. Armas pra um capitalismo onde a posse é gente, onde o imóvel fala, onde o presente sente.
Palmas pra escravidão, palmas pra hipocrisia que diz que não há escravos sendo que escravagista se vestem em peles de libertadoras.
Alguém me manda um analgésico pra essa dor.
Um remédio pra frustração, um anestésico para suportar o corte da faca amiga, da faca amante, da faca amor.
Mas seu poder de alívio não ajuda nos cortes feitos pelas palavras ditas.
Sua mágica não tem alcance ao poderoso veneno do dizer.
E agora tudo muda, não há mais a possibilidade de aguentar algumas coisas, ou não há mais a possibilidade de acreditar em algumas coisas.
O encanto acabou, as máscaras cederam, o sonho foi assassinado pelo injusto mentir interno.
Suas migalhas já não alimentam o ser.
Tramal, tá mal... normal...
Até acreditei na alegria. Mas o orgulho é mais forte, a disputa é muito mais forte. São forças esmagadoras de competição. Armas pra um capitalismo onde a posse é gente, onde o imóvel fala, onde o presente sente.
Palmas pra escravidão, palmas pra hipocrisia que diz que não há escravos sendo que escravagista se vestem em peles de libertadoras.
Alguém me manda um analgésico pra essa dor.
Um remédio pra frustração, um anestésico para suportar o corte da faca amiga, da faca amante, da faca amor.
Ney Dias
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