segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Desassossego

De repente
um desassossego.
Não que esteja triste.
Bravo ou
preocupado.
É só que...
Do nada dá-me um desassossego.

Um friozinho na barriga
uma calação...
Nem sei bem no que tô pensando.
Se tô mal?
Sei não!

Só olho pras paredes e a bobiça passou
Sabe aquele risinho?
Que sem motivo tá ali?
Foi-se com a chegada do desassossego
e nem me percebi.

Aí encosto
Desencosto
Como sem fome
Bebo sem sede
Durmo sem sono
E se sono tem...
Não consigo dormir.

As engraçadas perdem a graça
As coisas chatas...
Nossa!
Da até raiva de fazer.

Se a geladeira tá cheia
Como uma tonelada
Doce então...
Nem me fala.

E não suporto uma zuada
Barulho de criança parece me matar.
Até um carinho gostoso pode incomodar.

Esse desassossego não é bom não!
E se eu não mudar dura um tempão...
Fico chato, ranzinza e rabugento.
Arrumo briga, faço merda que difícil ter perdão...
Só quem se dedica e tem talento pra aguentar o tormento de lidar com a adicção.

Ney Dias

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