terça-feira, 27 de maio de 2025

Você sabe em qual padrão relacional está se metendo?

Ou será que está só repetindo o que te ensinaram como “certo”?

Depois de mais de 16 anos trabalhando com pessoas em relações destruídas por dependência — química ou afetiva —, eu percebi que a gente entra num relacionamento muito mais por condicionamento do que por consciência. A gente segue um script que disseram que é o único possível: namoro, exclusividade, casamento, posse disfarçada de amor.

Mas... e se não for?

Existem vários padrões de relacionamento, e o problema não é escolher um ou outro. O problema é escolher sem saber. Sem entender o que se está assinando emocionalmente.

A monogamia tradicional, por exemplo, parece segura, mas às vezes esconde insegurança, dependência e a ideia de que o outro é responsável pela nossa felicidade. Por outro lado, a não monogamia abre espaço pra liberdade, mas também exige responsabilidade emocional, boa comunicação e uma baita desconstrução do ciúme.

Tem gente no poliamor com três namorados e nenhuma conversa honesta. E tem casal fechado com mais liberdade que muito trisal militante.

Aqui na Tríade do Amor, a gente não te vende uma fórmula. A gente convida você a olhar com coragem para o que realmente precisa.
Eu, Ney, vivo a anarquia relacional — sem hierarquia, sem script, só acordos reais com quem escolho me conectar.
Gisele, minha parceira, é mestra pela USP, pole dancer, e vive a não monogamia com autonomia e leveza.
Fran está em desconstrução — e isso é tão valioso quanto qualquer certeza. Porque o mais importante não é saber onde você quer chegar. É começar a sair do lugar onde te ensinaram a ficar parado.

Você quer mesmo um relacionamento saudável? Então pare de copiar padrão e comece a construir o seu.

Quer ajuda?
Aqui a gente te ouve, te confronta e te apoia. Te ensina a identificar padrões destrutivos e a se responsabilizar pelas escolhas que quer fazer daqui pra frente.
Tem mentoria, grupo, atendimento individual e uma comunidade que não vai passar pano — mas também não vai te deixar sozinho.

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Você não precisa viver uma relação igual à dos seus pais.
Você pode criar uma que te caiba.

Mas como listas são importantes pra nos ajudar a escolher — e rótulos ainda facilitam o entendimento — continue lendo que vou tentar te ajudar com essas dúvidas.

Nem tudo que é rotulado explica, mas às vezes ajuda a começar o caminho. Então, aqui vai uma lista dos principais padrões relacionais que circulam por aí. Não é sobre certo ou errado. É sobre consciência. E é isso que trabalhamos por aqui.


🧩 Monogamia Tradicional

O famoso “só eu e você, pra sempre”.
Funciona pra muita gente — mas muita gente sofre fingindo que funciona.

O que pode ser bom:

  • Clareza de estrutura social (todo mundo entende o que você “é”)

  • Sensação de segurança, rotina estável

  • Menos desconforto com o ciúme

O que pode ser uma armadilha:

  • Possessividade disfarçada de amor

  • Expectativas irreais de completude

  • Rotina que vira prisão

  • Traições escondidas por medo de romper o “padrão ideal”


🔄 Relacionamento Aberto

É monogamia com uma “janela” de liberdade sexual (às vezes afetiva, às vezes não).

O que pode ser bom:

  • Satisfação de desejos fora da relação principal

  • Menos pressão pra ser tudo pro outro

  • Abertura pra diálogo

O que pode ser perigoso:

  • Falta de acordos claros

  • Um dos dois só topou por medo de perder o outro

  • Terceiros tratados como descartáveis

  • Ciúme escondido e não trabalhado


🌈 Poliamor

Relacionamentos múltiplos, com envolvimento afetivo em mais de um vínculo.
Tem hierárquico, anárquico, fechado, em rede... cada um inventa o seu.

O que pode ser lindo:

  • Capacidade de amar sem esvaziar o outro

  • Liberdade real pra viver conexões profundas

  • Respeito às individualidades

O que pode ser complexo:

  • Gestão emocional tripla, quádrupla...

  • Desníveis de dedicação entre os envolvidos

  • Falta de ferramentas pra lidar com insegurança


🕸️ RLI — Relacionamentos Livres e Independentes

Relações com laço, mas sem expectativa de exclusividade nem de fusão de vidas.

O que brilha aqui:

  • Altíssimo nível de liberdade

  • Espaço total pra identidade individual

  • Laço sem nó

Mas cuidado com:

  • Falta de cuidado ou presença afetiva

  • Confusão com “não tô nem aí”

  • Vínculos soltos demais que não constroem nada


🖤 Anarquia Relacional

Nada de hierarquizar o afeto. Amizade, romance, sexo, família — tudo com o mesmo valor, dependendo dos acordos entre as partes.

Quando é potente:

  • Libertador pra quem não gosta de rótulos

  • Cria vínculos únicos, sem receita de bolo

  • Valida cada relação como ela é

Quando é um caos:

  • Se não tiver diálogo, pode virar negligência

  • Dá mais trabalho porque não tem modelo

  • Pode ser usado como desculpa pra não se comprometer com ninguém


E onde estamos nós?

Eu, Ney, terapeuta de dependências há mais de 16 anos, venho da monogamia tradicional. Vivi a dor da quebra, da posse, da codependência. Hoje, escolho viver a anarquia relacional — com profundidade, presença e acordos verdadeiros com quem entra na minha vida.

Gisele, minha parceira, é mestra pela USP, pole dancer, e vive sua não monogamia com elegância e consciência. Ela carrega uma leveza admirável e um olhar crítico sobre tudo que é automático.

E tem a Fran, minha outra parceira. Escritora sensível, corajosa, criadora do perfil @srta_foxx4, que está se tornando uma referência no universo BDSM.
Minha posse, sim. Mas consciente, autônoma e dona de si. Uma mulher que está em processo de desconstrução, e ao mesmo tempo, guiando outras mulheres a reencontrarem seus desejos sem medo ou vergonha. Tem voz, tem visão, e está ajudando a quebrar tabus — inclusive os nossos.


Essa é a Tríade do Amor: um espaço pra quem quer sair do automático e construir vínculos reais, com verdade, liberdade e responsabilidade.

Você está em qual padrão? Ou ainda está preso em um que nem escolheu?

🧭 Vem com a gente descobrir.
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2 comentários:

  1. Estou entre o Poliamor e anarquia relacional, pelo menos são as relações nas quais acredito totalmente.

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  2. Confusão com "tô nem ai" é o q faço muitas vezes mesmo me importando com tanto, mas aí...é culpa dos medos.

    As pessoas deviam cair menos nessa cilada de abrir relações p agradar o parceiro ...só vai piorar tudo...sem lugar de escuta e muita culpa, insegurança envolvida .

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