sexta-feira, 18 de março de 2016

Moça feminista

Moça, feminista
desculpe a indelicadeza.
Mas fiz a macheza.
De lhe comprar uma flor.

Acredito no seu feminismo...
Não quero ser tosco,
E nem quero que seja machismo...
Mas só quis ter um ato de amor

Moça feminista
Não preocupe-se, não busco seu perdão
E longe de ser algum tipo de manipulação

É só um mimo
Um agrado
Nada calculado ou planejado

Me perdoa esse romantismo
Mas diferente de muitos...
Não há nem um pingo de cinismo,
nesse ato singelo...
Lhe ofereço essa bela rosa
Com um sorriso amarelo
Só tentando lhe arrancar um brilho no olhar

Confesso que sei, que pra ti, nem há tanto valor.
Pelo seu jeito de sempre...
(Longe de mim... Não quero que mude...)
...de não gostar muito de flor.

Conheço seu jeito feminino, lindo, de ser mulher, meio menino.
E foi sua força feminina, que me deixou respirar mais livre nesse mundo macho e ser menos masculino.

Ah! Moça feminista!

Fiz assim no papel...
Pra te mostrar que não foi em vão;
E que dei a devida atenção
As várias vezes que me pediu
Algo por mim criado...
E escrito a mão.

Demorei mas...
Tá aí, minha letra!
Meio garrancho, como diziam os antigos...
Acompanhada de uma rosa
O símbolo do romantismo

Romantismo machista
Mas encarecidamente lhe peço
Que abra uma exceção na sua lista...
E...
Não me entenda mal
Mesmo que agora não seja algo normal
Espero que veja...
Isso como uma gentileza

Um agradecimento
Porque seu feminismo me ajuda a dissipar o tormento que fui criado
Mas agora amado
Por esse amor diferente
Sigo feliz e contente
E um pouco aliviado

Por isso o afago...
...em forma de flor

Moça feminista
Ela vai morrer eu sei
E nada vai mudar ou melhorar
Mas se agora, só agora
Ela ajudar a lembrar, o tanto que te amo
A vida dela valerá a pena
e a minha também

Ney Dias 

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