de que valem vocês?
A inutilidade de cada palavra escrita me cansa.
de onde vem tantas?
A inutilidade de cada palavra me incomoda.
de onde nascem os poetas?
A inutilidade de sua existência me revolta.
de que valem vocês?
Textos inúteis, tempo perdido!
Faça-me a gentileza de sair de mim poesia...
Não te valho um capim seco.
Obrigo-te abandona a mente...
Larga o corpo!
Não preenches nada... és droga!
Mata!
de que adianta?
Sintetizo meu pior em teus encantos...
Ah!
Maldito é o homem que escreve.
Que se ilude com o placebo do expressar-se.
Lhe adianto.
Não resolverá nada!
Ney Dias
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