segunda-feira, 4 de agosto de 2014

de que...

de que valem vocês?
A inutilidade de cada palavra escrita me cansa.

de onde vem tantas?
A inutilidade de cada palavra me incomoda.

de onde nascem os poetas?
A inutilidade de sua existência me revolta.

de que valem vocês?
Textos inúteis, tempo perdido!

Faça-me a gentileza de sair de mim poesia...
Não te valho um capim seco.

Obrigo-te abandona a mente...
Larga o corpo!

Não preenches nada... és droga!
Mata!

de que adianta?
Sintetizo meu pior em teus encantos...
Ah!
Maldito é o homem que escreve.
Que se ilude com o placebo do expressar-se.
Lhe adianto.
Não resolverá nada!

Ney Dias

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