sábado, 28 de junho de 2014

Alice Sant'Ana

Sim, vou abrir mão de sentir o frio na barriga ao te ver.
Vou abrir mão dos abraços apertados e das madrugadas perigosas.
Faço questão de abrir mão dos desenhos e céus estrelados.
Abro mão também do toque, da cachaça e do dengo.
Também da bala de hortelã que adormece o seu beiço.
Do cafuné desordenado no umbigo e dos beijos na barriga.
Faço questão de abrir mão de cada beijo e marcas no pescoço.
Com o coração partido eu abro mão de cada música e nota cantada.
Abro mão do gosto bom que sentia quando atendia sua ligação no meio da noite.
Eu abro mão porque dói menos.
Eu abro mão porque você nunca fechou a suas pra segurar.
Na verdade eu abro mão de fazer questão de abrir mão, porque eu não sei se assim você vai sair de mim.
Vou manter segurando, caso você queira ir embora, você vai escorrer por entre os meus dedos, assim como está acontecendo comigo em suas mãos.

Alice Sant'Ana

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